Todas as segundas digo que não chego ao número. Há mais de um ano que a reunião acaba assim.
O objetivo desceu num único número, para a casa inteira. Meio ano depois, ninguém sabe dizer de que clientes devia vir.
A categoria cresce a dois dígitos, o meu anunciante a um — e o objetivo que me dão não conhece nem uma coisa nem outra.
Há anunciantes que só investem no último trimestre. O relatório trata o resto do ano deles como um problema.
Um objetivo de crescimento é sempre uma afirmação de share. Quase nunca se faz em voz alta antes de assinar o número.
Cada equipa tem a sua folha de cálculo. O total da casa depende de quem soma nesse dia.
O que se combinou na aprovação não ficou escrito em lado nenhum. Meses depois, discute-se outra vez do zero.
Chega uma proposta nova e a pergunta «cabe no plano?» demora uma semana. O anunciante não espera.